Smile


• Aleatório • Arquivo

Ser feliz, nada mais importa !

12:15 | 26.05.2012 | 92

um-mesmo-amor:

“Eu sei, a culpa é minha por ter colocado sentimentos aonde não deveria haver nada.”
(um-mesmo-amor)

um-mesmo-amor:

“Eu sei, a culpa é minha por ter colocado sentimentos aonde não deveria haver nada.”

(um-mesmo-amor)





12:06 | 26.05.2012 | 1566

gabrielcezar:

Muitas vezes tive que segurar minhas lágrimas pra ninguém perceber que eu ainda sinto falta de você. (a-r)

gabrielcezar:

Muitas vezes tive que segurar minhas lágrimas pra ninguém perceber que eu ainda sinto falta de você. (a-r)





12:05 | 26.05.2012 | 284

Eu não desistiria. Era capaz de enfrentar o mundo. Faria qualquer coisa por ele, por nós. Eu era capaz de desistir de mim, mas dele jamais. Abria mão do meu sorriso pelo dele. Mas eu não desistiria. Não seria capaz de me afastar da pessoa que fazia o meu coração acelerar com simples gestos. Não deixaria de lado a pessoa que me fez sentir coisas que eu jamais tinha sentindo. Não desistiria da pessoa que não deixava os meus pensamentos nem por um segundo. Não desistiria da única pessoa que eu amei, amo e sempre vou amar.

Pâmela Ferreira (via intimidadedegarota)




12:04 | 26.05.2012 | 5835

(Fonte: leis-denewton, via gabrielcezar)




12:03 | 26.05.2012 | 20793

(Fonte: efeito-psicose, via gabrielcezar)




12:02 | 26.05.2012 | 54855

(Fonte: shinee-shining, via gabrielcezar)




12:02 | 26.05.2012 | 5835

(Fonte: leis-denewton, via gabrielcezar)




12:00 | 26.05.2012 | 31106

(via um-insignificante)




11:59 | 26.05.2012 | 7


  Fiquei totalmente sem ação. Eu estava com medo demais para me mexer. Eu queria gritar, mas temia que isso só piorasse as coisas. 
  Até que cheguei a um ponto, que percebi que não poderia ficar mais parada ali, sem nada fazer. Rapidamente, levantei-me da banheira. Peguei minha toalha vermelha, e hesitei por alguns segundos. O que fora aquilo? Eu não fazia mínima ideia.
  Sai do banheiro quase correndo, me vesti rapidamente, a todo instante olhando para os lados. Depois, apenas acendi a luz do abajur, e fitei o teto de meu quarto. Certo, agora era a hora de entrar em meus devaneios desesperados. Suspirei. Vamos começar, pensei comigo mesma.
  Aquilo que acontecera no banheiro foi totalmente estranho. Fora do comum, se me permite dizer. Eu nunca acreditei em fantasmas, e parecia tolice acreditar agora, logo quando minha vida começara a se ajeitar, logo no segundo dia de minha nova rotina.
  Meu veredicto final foi que só foi minha imaginação. Eu deveria estar muito confusa, e algumas coisas deveriam ter atenuado minha mente. Por fim, pressionei o rosto no travesseiro, e entrei em meu inconsciente. 
  Abri lentamente meus olhos, e esperei que os mesmos se adaptassem a luz forte da manhã. Ainda era cedo, então não tive pressa de me arrumar. Fiquei alguns minutos precisos devaneando sobre o acontecimento da noite anterior. Agora ele parecia nebuloso e insignificante, da forma que eu queria. Por fim, suspirei e voltei a fazer as mesmas coisas que o dia anterior.
  Meu banho foi demorado, ainda estava imersa em meus pensamentos, uns mais confusos que os outros. O dia estava frio, apesar da luz forte. Ao sair do banho eu estava tremendo completamente, eu ainda não tinha chuveiro elétrico, e a banheira não tinha água quente. Vesti uma calça jeans escura bem confortável, uma blusa imensa, que meu pai comprara duas vezes maior que meu tamanho normal, mas ainda assim era quente, o que era conveniente para um dia como hoje, e uma simples sapatilha preta. Temendo que minha produção causasse calor mais tarde, prendi meu cabelo num coque no alto da cabeça. 
  Por fim, comi meu café da manhã lentamente, mas sem desfrutar muito do sabor, e sai de casa sem muita vontade. A faculdade estava como o dia anterior. Sem me importar se ainda não havia ninguém na sala, entrei e fiquei rabiscando preguiçosamente o meu caderno. Meus desenhos não haviam sentido, e percebi que naquele dia nada havia muito sentido pra mim. Levei algum tempo para perceber que já havia alguém sentado na carteira ao meu lado.
  Olhei com indiferença e percebi que era Lucas novamente. Ele percebeu meu olhar e deu um sorriso estonteante, de quebrar o coração. Sorri timidamente.
  ─ E aí? Como foi sua noite? ─ perguntou ele, distraído, mas dava para ver a curiosidade lampejar por seus olhos chocolate. 
  Mordi o lábio, a lembrar do acontecimento.
  ─ Boa ─ menti, estendendo a palavra mas o que o necessário ─ Hm, e a sua? 
  ─ Também ─ ele riu.
  Agradeci quando o professor entrou na sala. Não queria atenuar mais ainda aquela conversa. Subitamente, me virei e foquei os olhos com rispidez no professor, e agradeci mais uma vez quando a aula retratava um assunto que eu não havia lido ainda. 
  A aula voou com muita rapidez. E rapidamente, sai de minha cadeira quando o professor nos liberou. 
  Fechei a cara quando percebi que alguém me acompanhava fielmente, era Lucas, claro. 
  ─ Está estressada hoje, não? 
  ─ Um pouco.
  ─ Talvez eu possa ajudar.
  ─ Você não se interessaria no que aconteceu ─ Acelerei o passo. Embora gostasse bastante de Lucas, mesmo com pouco tempo que o conhecia, eu não queria falar daquilo. Eu iria ser retratada como louca. 
  ─ Na verdade, quero. ─ Seus olhos eram sinceros.
  Hesitei um pouco, depois suspirei e contei o que ocorrera, a cada vez mais achando minhas palavras incoerentes e insanas.
  Quando acabei, sua atitude me surpreendeu. Ele pareceu nervoso e parecia que queria fugir dali. Mas não como se me achasse louca, e sim como se quisesse me contar algo, mas não pudesse. Ele apenas acenou, e se afastou de mim. 
  Ao sair da instituição, já estava meio escuro. Embora minha história houvesse sido curto, contei o que eu achava nos mínimos detalhes, e as semelhanças disso com algumas histórias que conhecia. Logo me tagarelando como uma adolescente que acaba de descobrir que o garoto mais bonito da escola está afim dela. 
  A rua estava estranhamente vazia, não era de costume aquilo. Não havia absolutamente ninguém, apenas eu. Escutei alguns barulhos estranhos, e senti a ridículo impressão de estar sendo observada. Acelerei um passo, apesar de ser tolice. Foi apenas impulso. Olhei a escuridão temerosa, e logo me vi ofegando. 
  Olhei mais uma vez para o outro lado da rua, com pouca iluminação, e arfei, ao ver uma silhueta preta, com olhos brilhantes me observando. 

  Fiquei totalmente sem ação. Eu estava com medo demais para me mexer. Eu queria gritar, mas temia que isso só piorasse as coisas. 

  Até que cheguei a um ponto, que percebi que não poderia ficar mais parada ali, sem nada fazer. Rapidamente, levantei-me da banheira. Peguei minha toalha vermelha, e hesitei por alguns segundos. O que fora aquilo? Eu não fazia mínima ideia.

  Sai do banheiro quase correndo, me vesti rapidamente, a todo instante olhando para os lados. Depois, apenas acendi a luz do abajur, e fitei o teto de meu quarto. Certo, agora era a hora de entrar em meus devaneios desesperados. Suspirei. Vamos começar, pensei comigo mesma.

  Aquilo que acontecera no banheiro foi totalmente estranho. Fora do comum, se me permite dizer. Eu nunca acreditei em fantasmas, e parecia tolice acreditar agora, logo quando minha vida começara a se ajeitar, logo no segundo dia de minha nova rotina.

  Meu veredicto final foi que só foi minha imaginação. Eu deveria estar muito confusa, e algumas coisas deveriam ter atenuado minha mente. Por fim, pressionei o rosto no travesseiro, e entrei em meu inconsciente. 

  Abri lentamente meus olhos, e esperei que os mesmos se adaptassem a luz forte da manhã. Ainda era cedo, então não tive pressa de me arrumar. Fiquei alguns minutos precisos devaneando sobre o acontecimento da noite anterior. Agora ele parecia nebuloso e insignificante, da forma que eu queria. Por fim, suspirei e voltei a fazer as mesmas coisas que o dia anterior.

  Meu banho foi demorado, ainda estava imersa em meus pensamentos, uns mais confusos que os outros. O dia estava frio, apesar da luz forte. Ao sair do banho eu estava tremendo completamente, eu ainda não tinha chuveiro elétrico, e a banheira não tinha água quente. Vesti uma calça jeans escura bem confortável, uma blusa imensa, que meu pai comprara duas vezes maior que meu tamanho normal, mas ainda assim era quente, o que era conveniente para um dia como hoje, e uma simples sapatilha preta. Temendo que minha produção causasse calor mais tarde, prendi meu cabelo num coque no alto da cabeça. 

  Por fim, comi meu café da manhã lentamente, mas sem desfrutar muito do sabor, e sai de casa sem muita vontade. A faculdade estava como o dia anterior. Sem me importar se ainda não havia ninguém na sala, entrei e fiquei rabiscando preguiçosamente o meu caderno. Meus desenhos não haviam sentido, e percebi que naquele dia nada havia muito sentido pra mim. Levei algum tempo para perceber que já havia alguém sentado na carteira ao meu lado.

  Olhei com indiferença e percebi que era Lucas novamente. Ele percebeu meu olhar e deu um sorriso estonteante, de quebrar o coração. Sorri timidamente.

  ─ E aí? Como foi sua noite? ─ perguntou ele, distraído, mas dava para ver a curiosidade lampejar por seus olhos chocolate. 

  Mordi o lábio, a lembrar do acontecimento.

  ─ Boa ─ menti, estendendo a palavra mas o que o necessário ─ Hm, e a sua? 

  ─ Também ─ ele riu.

  Agradeci quando o professor entrou na sala. Não queria atenuar mais ainda aquela conversa. Subitamente, me virei e foquei os olhos com rispidez no professor, e agradeci mais uma vez quando a aula retratava um assunto que eu não havia lido ainda. 

  A aula voou com muita rapidez. E rapidamente, sai de minha cadeira quando o professor nos liberou. 

  Fechei a cara quando percebi que alguém me acompanhava fielmente, era Lucas, claro. 

  ─ Está estressada hoje, não? 

  ─ Um pouco.

  ─ Talvez eu possa ajudar.

  ─ Você não se interessaria no que aconteceu ─ Acelerei o passo. Embora gostasse bastante de Lucas, mesmo com pouco tempo que o conhecia, eu não queria falar daquilo. Eu iria ser retratada como louca. 

  ─ Na verdade, quero. ─ Seus olhos eram sinceros.

  Hesitei um pouco, depois suspirei e contei o que ocorrera, a cada vez mais achando minhas palavras incoerentes e insanas.

  Quando acabei, sua atitude me surpreendeu. Ele pareceu nervoso e parecia que queria fugir dali. Mas não como se me achasse louca, e sim como se quisesse me contar algo, mas não pudesse. Ele apenas acenou, e se afastou de mim. 

  Ao sair da instituição, já estava meio escuro. Embora minha história houvesse sido curto, contei o que eu achava nos mínimos detalhes, e as semelhanças disso com algumas histórias que conhecia. Logo me tagarelando como uma adolescente que acaba de descobrir que o garoto mais bonito da escola está afim dela. 

  A rua estava estranhamente vazia, não era de costume aquilo. Não havia absolutamente ninguém, apenas eu. Escutei alguns barulhos estranhos, e senti a ridículo impressão de estar sendo observada. Acelerei um passo, apesar de ser tolice. Foi apenas impulso. Olhei a escuridão temerosa, e logo me vi ofegando. 

  Olhei mais uma vez para o outro lado da rua, com pouca iluminação, e arfei, ao ver uma silhueta preta, com olhos brilhantes me observando. 

(via c0lecionadora-de-sonhos)





11:59 | 26.05.2012 | 3


  Por impulso, dei dois passos precisos para trás, até minhas costas baterem de encontro com o vidro da vitrine atrás de mim. 
  O que era aquilo? Eu estava começando a entrar em pânico. Eu não sabia o que fazer. Deveria eu correr? Eu fechar os olhos e esperar que aquilo fizesse algo comigo ─ se é que aquilo estava mesmo lá, poderia ser apenas minha imaginação. 
  Lentamente, aquela criatura começou a se mexer. Seu movimento era lento e sem hesitação. Eu não podia ver os pés se movendo, era como se flutuasse. Estremeci. 
  Escutei um barulho. Olhei para o lado vi um grupo de amigos andando em sincronia  numa fila desorganizada. Eu queria gritar para eles por socorro, mas se aquilo fosse simplesmente minha imaginação, eles me mandariam para um hospício. 
  Conclui que eu deveria apenas esperar pela morte, ou o que viesse quando a “sombra” misteriosa chegasse a meu encontro. Fechei os olhos e me agachei. Correntes elétricas passavam por cada célula de meu corpo, o que ocorria quando eu ficava com medo. Eu tremia como um celular no modo silencioso. 
  ─ Ei, você está bem? ─ perguntou uma voz melodiosa, num soprano feminino. Era do tipo de vocês que tinham as cantoras mais habilidosas. 
  Pisquei várias vezes para a garota na minha frente. Lembrei-me que ela estava no grupo de amigos que eu vira instantes atrás. Ela era loira, com os olhos azuis. Uma beleza óbvia, mas estonteante. 
  Olhei para a direção do misterioso vulto. Ele ainda estava ali, andando lentamente, só que com mais lentidão do que antes, como se a chegada da garoto o fizesse ter medo. 
  Não consegui responder. Ainda tremia de medo. A garota não estava vendo aquilo atrás de mim? 
  ─ Vamos sair daqui, rápido. ─ Vi ela olhar melancólica pro seu grupo, agora parado nos observando.
  Pude ver que Lucas estava ali, olhando confuso e havia um tom de irritação em seus olhos. 
  A loira me puxou rapidamente, e de repente me vi correndo com ela. Sem dificuldades, ela chegou ao meu prédio, como se soubesse que eu morava ali, ou talvez até soubesse. Não me importei, pelo menos ela me tirou dali. 
  Entramos lá, e nos sentamos no em um dos sofás da recepção. Pude ver melhor ela, e me vi analisando-a. 
  Seus cabelos eram de um louro dourado, e caiam em ondas até a cintura. Os olhos eram de um azul impressionante, como um par de safiras. A pele era branca, com um leve rosado nas bochechas. Ela vestia uma calça jeans clara, com uma blusa rosa de algodão. Ela era tão linda, que me senti mal. 
  ─ Vou perguntar mais uma vez: você está bem? ─ perguntou na sua voz melodiosa.
  ─ Acho que sim. ─ Minha voz falhou. 
  ─ Ai, mas uma não! Isso não pode estar acontecendo… ─ Ela não falava mais comigo, agora era com si mesma. Dava pra ver que estava imersa em seus pensamentos. 
  ─ Desculpe… como? ─ perguntei, a confusão me dominando. 
  Ela me olhou hesitante. Pelo seu olhar, parecia que ela havia me falado demais. Depois mordeu o lábio, e virou o rosto.
  ─ Falarei sobre isso em breve, logo quando tiver certeza que tenho permissão para isso. ─ falou ela, ainda olhando em outra direção. 
  Eu nada falei. 
  ─ Meu nome é Larissa. ─ ele estendeu a mão, e eu a apertei um pouco tarde. ─ Como nos veremos amanhã, aproveitarei para falar disso tudo, eu prometo.
  E então me lembrei que aquela loira linda era da mesma faculdade que eu. Nunca havia prestado muito atenção nela. 
  Ela levantou-se hesitante, e depois acenou, e saiu rapidamente, como se tivesse um compromisso urgente. 
  Minha noite não foi nada boa. Minha inconsciência foi preenchida por inúmeros pesadelos, e todos com a mesma figura. O misterioso vulto, a misteriosa sombra. Acordei gritando, e com lágrimas nos olhos.
  Fui impaciente para a faculdade, ansiando pela explicação de Larissa. Cheguei um pouco atrasada devido aos meus pesadelos perturbadores, que me acordaram um pouco tarde. 
  Quando a aula acabou, ela estava me esperando, com a mesma impaciência que eu, na soleira da porta. Todos os olhos passavam por ela. Ela era linda demais, que chamava bastante atenção. Eu a segui até uma casa meio velha, do tipo de casa que seus avós tem. Ela abriu a porta rapidamente, provocando um ranger ensurdecedor. 
  A casinha era pequena, com uma decoração exótica. Coisas velhas, mas tinham o seu charme, e todas tinham uma leve camada de poeira. Ao chegarmos lá, todos os do seu misterioso grupo estavam sentados em cadeiras de plástico, formando um círculo imperfeito. Entre eles, lá estava Lucas, lindo como sempre, mas seu olhar era triste. Sentei-me entre ele e Larissa.
  ─ Então Bianca, vamos explicar tudo isso que está acontecendo com você. ─ Começou Larissa, a voz tensa. 

  Por impulso, dei dois passos precisos para trás, até minhas costas baterem de encontro com o vidro da vitrine atrás de mim. 

  O que era aquilo? Eu estava começando a entrar em pânico. Eu não sabia o que fazer. Deveria eu correr? Eu fechar os olhos e esperar que aquilo fizesse algo comigo ─ se é que aquilo estava mesmo lá, poderia ser apenas minha imaginação. 

  Lentamente, aquela criatura começou a se mexer. Seu movimento era lento e sem hesitação. Eu não podia ver os pés se movendo, era como se flutuasse. Estremeci. 

  Escutei um barulho. Olhei para o lado vi um grupo de amigos andando em sincronia  numa fila desorganizada. Eu queria gritar para eles por socorro, mas se aquilo fosse simplesmente minha imaginação, eles me mandariam para um hospício. 

  Conclui que eu deveria apenas esperar pela morte, ou o que viesse quando a “sombra” misteriosa chegasse a meu encontro. Fechei os olhos e me agachei. Correntes elétricas passavam por cada célula de meu corpo, o que ocorria quando eu ficava com medo. Eu tremia como um celular no modo silencioso. 

  ─ Ei, você está bem? ─ perguntou uma voz melodiosa, num soprano feminino. Era do tipo de vocês que tinham as cantoras mais habilidosas. 

  Pisquei várias vezes para a garota na minha frente. Lembrei-me que ela estava no grupo de amigos que eu vira instantes atrás. Ela era loira, com os olhos azuis. Uma beleza óbvia, mas estonteante. 

  Olhei para a direção do misterioso vulto. Ele ainda estava ali, andando lentamente, só que com mais lentidão do que antes, como se a chegada da garoto o fizesse ter medo. 

  Não consegui responder. Ainda tremia de medo. A garota não estava vendo aquilo atrás de mim? 

  ─ Vamos sair daqui, rápido. ─ Vi ela olhar melancólica pro seu grupo, agora parado nos observando.

  Pude ver que Lucas estava ali, olhando confuso e havia um tom de irritação em seus olhos. 

  A loira me puxou rapidamente, e de repente me vi correndo com ela. Sem dificuldades, ela chegou ao meu prédio, como se soubesse que eu morava ali, ou talvez até soubesse. Não me importei, pelo menos ela me tirou dali. 

  Entramos lá, e nos sentamos no em um dos sofás da recepção. Pude ver melhor ela, e me vi analisando-a. 

  Seus cabelos eram de um louro dourado, e caiam em ondas até a cintura. Os olhos eram de um azul impressionante, como um par de safiras. A pele era branca, com um leve rosado nas bochechas. Ela vestia uma calça jeans clara, com uma blusa rosa de algodão. Ela era tão linda, que me senti mal. 

  ─ Vou perguntar mais uma vez: você está bem? ─ perguntou na sua voz melodiosa.

  ─ Acho que sim. ─ Minha voz falhou. 

  ─ Ai, mas uma não! Isso não pode estar acontecendo… ─ Ela não falava mais comigo, agora era com si mesma. Dava pra ver que estava imersa em seus pensamentos. 

  ─ Desculpe… como? ─ perguntei, a confusão me dominando. 

  Ela me olhou hesitante. Pelo seu olhar, parecia que ela havia me falado demais. Depois mordeu o lábio, e virou o rosto.

  ─ Falarei sobre isso em breve, logo quando tiver certeza que tenho permissão para isso. ─ falou ela, ainda olhando em outra direção. 

  Eu nada falei. 

  ─ Meu nome é Larissa. ─ ele estendeu a mão, e eu a apertei um pouco tarde. ─ Como nos veremos amanhã, aproveitarei para falar disso tudo, eu prometo.

  E então me lembrei que aquela loira linda era da mesma faculdade que eu. Nunca havia prestado muito atenção nela. 

  Ela levantou-se hesitante, e depois acenou, e saiu rapidamente, como se tivesse um compromisso urgente. 

  Minha noite não foi nada boa. Minha inconsciência foi preenchida por inúmeros pesadelos, e todos com a mesma figura. O misterioso vulto, a misteriosa sombra. Acordei gritando, e com lágrimas nos olhos.

  Fui impaciente para a faculdade, ansiando pela explicação de Larissa. Cheguei um pouco atrasada devido aos meus pesadelos perturbadores, que me acordaram um pouco tarde. 

  Quando a aula acabou, ela estava me esperando, com a mesma impaciência que eu, na soleira da porta. Todos os olhos passavam por ela. Ela era linda demais, que chamava bastante atenção. Eu a segui até uma casa meio velha, do tipo de casa que seus avós tem. Ela abriu a porta rapidamente, provocando um ranger ensurdecedor. 

  A casinha era pequena, com uma decoração exótica. Coisas velhas, mas tinham o seu charme, e todas tinham uma leve camada de poeira. Ao chegarmos lá, todos os do seu misterioso grupo estavam sentados em cadeiras de plástico, formando um círculo imperfeito. Entre eles, lá estava Lucas, lindo como sempre, mas seu olhar era triste. Sentei-me entre ele e Larissa.

  ─ Então Bianca, vamos explicar tudo isso que está acontecendo com você. ─ Começou Larissa, a voz tensa. 

(via c0lecionadora-de-sonhos)





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